domingo, 18 de dezembro de 2016

O OUTRO PARA SERMOS FELIZES

                Sempre vemos por aí a definição de felicidade. E os autores de livros de autoajuda mais os psicólogos de plantão são uânimes em afirmar que a felicidade é de  dentro para fora, depende apenas de si mesmo, de um estado de espírito, de uma autoestima elevada.
            Até concordo que para sentir um bem estar quase físico ditado pela própria satisfação, em diversos momentos é necessário tudo isso. No entanto, acredito que a felicidade  só existe a partir do interesse do outro por nós. Tudo que se faz nessa vida é pensando na aprovação do outro.  Qualquer ação ainda que seja para o entrenimento passa pelo trabalho do outro e o trabalho para ser valorizado deve ser reconhecido. Isso te dá uma felicidade enorme.
            Qualquer que sejam os sentimentos de um humano, perpassam pela ideia do outro, não existem sem a figura do outro. Você pode até sentir um bem estar enorme porque pensa no planeta, e na antureza. Você pode até sentir uma felicidadezinha. por contribuir. Porém esse sentimento vai ser muito maior se voce admitir que o faz porque pensa na continuidade do ser humano nesta vida, neste planeta. Senão para que preservar a terra se os humanos não vão usufruir?
            No amor, mais que em qualquer sentimento você precisa do outro para ser feliz. Não tem como amar e ser feliz sozinho.
            Você tem que se cuidar, até pela saúde, tem que se gostar para se enfeitar e ser mais interessante, atraente ao olhar do outro. Por que as pessoas passam horas nos salões, e academias, se enfeitando até com dores e sacrificios? E caros... Pode até ser para fazer inveja nas outras, mas tenha certeza: há um amor por trás disso.
            Dizer que você tem que se amar primeiro é outra história. Ninguém é feliz por muito tempo amando a si mesmo. Chega uma hora que a gente precisa da risada do outro, do calor do outro, do brilho do olhar do outro. Até das pequenas implicâncias.
Precisamos do outro, da sua aprovação ante nossas tentativas de acertos, precisamos do aplauso do outro ante nossos sucessos para que se completem. Para o perdão de nossas faltas. Até para confirmar nossa fraqueza como humano e ser inferior. Vamos buscar isso no outro, o que nos conforta. E o sucesso do outro nos impulsiona. E é querendo o outro que tentamos melhorar, sermos visíveis, sermos notados e reconhecidos. Não adianta o mundo inteiro nos reconhecer, se falta uma pessoa específica.
            No sexo, pulsão fundamental e tão prazerosa! Tão indispensável em nossas vidas, largamente estudado, que se não realizado é o motivo de tantas doenças da alma, tantos conflitos. Podemos ter um orgasmo solitário de diversas formas, hoje. Todos sabem dos apetrechos, das possibilidades, dos estimuladores. Devido a essas parafernálias o orgasmo pode ser até mais intenso, mais duradouro, mas nada, nada, vai substituir aquela rapidinha debaixo da escada ou do muro, ou no elevador, sei lá, que ousamos, com o nosso amor, porque não foi possível esperar, tamanha vontade. Nada vai substituir aquele hálito, aquele cheiro. Não sei, de repente , já deve existir no mercado algo parecido com um queixo assim com barba, mas não nunca será como a dele.
            Nada irá substituir a emoção de um boa noite de madrugada, de uma mensagem azulada e respondida. De uma carinha pulando no celular, um recadinho em um guardanapo de  lanchonete, coisas bobas que para nós, os amantes, significam tanto!
            Mas vejam que essas felicidades indescritíveis dependem do outro. Porque depende da emoção que o outro suscita em nós. Essa emoção que nos faz sentirmos vivos e parte do mundo do outro.

Lécia Freitas





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