quarta-feira, 19 de julho de 2017

Eu vejo as coisas bonitas do mundo, as simples, as mais simples, e as mais portentosas, percebo tudo que há no mundo, é fato. E eu queria alguém do meu lado que percebesse junto comigo, que partilhasse todas as maravilhas. Alguém que segurasse firme a minha mão, seja diante de uma obra arquitetônica citada em livros importantes, seja ao atravessar aquela pinguela de um tronco só, disposta ali em cima do riachinho de águas cristalinas e geladas. Alguém que prendesse a respiração junto comigo por uma emoção maior e que depois me olhasse para saber se está tudo bem.

Lécia Freitas



Amor de verdade suporta e entende limitações e tudo mais. Amor é se perceber muito mais no outro do que em si próprio, porque o outro se lhe acrescenta e lhe confere um sentido maior de significância e de permanência. Seja dentro do outro, seja no próprio mundo, na vida. Isso, para mim, está muito além de sensibilidade e romantismo. Isso é o concreto, o real, a vida.

Lécia Freitas






A cada dia somos destroçados pelo outro. Arrancam pedaços, destroem sonhos, eliminam possibilidades. E os restos vão ficando pelo caminho. Nem sempre há como voltar e remendar as coisas. As cicatrizes repuxam e doem detendo o riso, até o da alma. O mundo gira , a vida segue, e as pessoas nem percebem o quanto matou de alguém. Não se morre apenas em um dia determinado quando tudo para. Vão nos tirando os pedaços, quando se vê a gente está morto em vida. E os outros seguem felizes, sorrindo, felizes, indiferentes. Deveria, mas não há lei contra isso.

Lecia Freitas




O VOO

O amor é alado! Possui asas, todos temos asas. E devemos voar, ainda que no imaginário. Porque é voando que crescemos. E esse voo deve ser solitário. Não existe voo a dois nesse caso: o voo da vida. Não confunda segurança com amor. É preciso acreditar que o amor é permanência mesmo estando longe. Se o amor voa em qualquer direção e não volta, é porque encontrou um ninho que mais se ajusta à suas penas. Todavia, quando ele voa e volta, ele é o seu amor. Afague-o e seja grato. Eis que tendes um amor, cuide dele!

Lecia Freitas









SER VERDADEIRO

Reinventar-se a cada dia é fundamental para nós mesmos. Em qualquer relacionamento, contudo, o que importa é ser verdadeiro. Se você usa artimanhas, se camufla sentimentos ou verdades, se escolhe atitudes e palavras, então não é amor. Não prenda o outro numa teia que é só sua.

Lécia Freitas




ILUSÕES

Não se iluda: a cada chegada há sempre uma despedida. O que existem mesmo são sempre despedidas. Cabe a cada um fazer do passo, a dança; da dor, o riso; do instante, a eternidade.

Lécia Freitas



Para muitos o amor pode vir numa flor, num beijo, ou num cuidado. O amor pode estar em qualquer forma. O que a gente tem que saber, no entanto, é que o amor são dois num mundo.

Lécia Freitas



DESARMAR-SE

Penso que para o amor é preciso, antes de tudo, esvaziar a funda, desarmar-se . Mostrar-se por inteiro sem preocupações com seus créditos e vantagens. O próprio amor vai revelar suas verdades. A vida é matéria fina e a alma percebe todas as sutilezas.

Lécia Freitas



Amor é quando a gente veste a alma do lado de fora.





SÓ PARA MIM

Meu amor só para mim. Tudo que eu queria. Com o meu pensamento eu abraço o corpo dele, - não é de verdade - mas eu sinto até os ossos, cada parte. O seu cheiro chega até meu coração. Isso me dá um prazer, me transforma, mas é doído de dar dó. Nessa hora, que penso nele, se morrer, não me importava.

Lécia Freitas



ACASO

Todas as pessoas em minha vida eu conheci por um ocioso acaso. Apenas uma eu conheci porque precisei. E ela poderia ser o meu amor da minha vida inteira. 

Lécia Freitas



Mas amor, o amor deve ser assim, como quem não quer nada. Como se você criasse galinhas sem pensar em comê-las, só pelo prazer de ouvi-las cacarejar nas madrugadas. Em plantar flores sem pensar em colocá-las em jarros, só para sentir-lhes o cheiro, nas tarde mornas de verão, quando o perfume mais exala. Como desejar chuva sem ouvir a semente brotando, apenas o barulho dela caindo e apagando a poeira do caminho. Em admirar estrelas sem imaginar-lhes o canto de que fala o poeta. Ame inutilmente, como quem afaga um presente no peito.

Lécia Freitas



E quando é preciso, eu rompo qualquer tempo e faço a vida renascer em mim. Recuso-me a afundar. Eu me impus ser feliz sempre. Hei de recomeçar quantas vezes for.

Lécia Freitas




TARDE SUAVE TARDE

Agora que o frio deu uma trégua nessas terras mineiras, é permitido sentir o doce aroma de banana caramelizada enquanto, no telhado do vizinho, o gato esquenta o sol, fingindo que dorme. Na verdade, ele espia os pulinhos do incauto pardal. Azul e dourado na tarde suave tarde.

Lécia Freitas





Todas nossas expectativas, residem naturalmente no futuro. Comumente, chamamos de sonho. Precisamos sonhar para permanecermos vivos. Alguns sonhos são tão queridos que o acalentamos imaginando, ainda que inconcientes, que seu fim resulta no nosso. E nem lutamos para que se realize porque precisamos dele. Isso beira ao patológico. É preciso viver, também, a morte de nossos sonhos, se não fomos capazes de torná-lo realidade. Talvez não dependesse só de nós. Todavia, a capacidade de criar novos sonhos é inerente ao ser humano. Sonhemos, pois, que a vida é breve!

Lécia Freitas





DESEJAR PROFUNDO

Durante o tempo que estive aqui, vivi muitas vidas. É certo que nem sempre foi bom, mas sobrevivi. E agora eu olho para trás e pra frente e penso que das emoções, muitas foram mornas, exangues. Algumas, entranto, foram tão intensas que desejei profundo senti--las sempre. E dos amores que tive, alguns se perderam ao longo, posto, eram menores. Contudo, algum me levou ora ao céu, ora ao inferno. Numa gradação de sentimentos que, por muito, achei, permaneceria aqui, talvez até que se extinguisse. Era necessário que se cumprisse o fim, ou o êxtase. Mas a vida não é democrática. O tempo, talvez. Mas a vida não, e ela não espera. A vida é injusta, cruel, desumana. E tira o melhor que temos no meio do ato. Não permite a felicidade até o fim. Não nos autoriza raspar o prato, lamber os dedos. Toma-nos o sapatinho antes da meia noite. E nem sempre há sol quando tentamos voltar para casa. Resta-nos o consolo por saber que o que sentimos de verdadeiro será para sempre. O amor, profundo, que sinto agora, eterniza-me. O que choro, o que sangra, é não estar aqui para senti-lo. Como um espectro, não poderei nunca mais me ver nos olhos dele. Nunca mais.

Lecia Freitas




          Foto de Al Mazid - https://www.facebook.com/al.mazid.96




PÁSSARO AZUL

Em meu peito
também há um pássaro azul
que teima em sair
(desconfio que eu toda seja um pássaro azul)
mas eu não o prendo
e quando ele sai
o mundo inteiro fica sabendo
é quando eu fico toda azul
e também outras cores.

Há tanta cor nesse pássaro
que eu tento mostrar ao mundo
mas ninguém quer um pássaro azul
seja no peito ou na vida.
o mundo prefere vê-los em gaiolas
ou sem cores.

o pássaro azul
que trago livre dentro de mim
quando sai me leva o riso
num escambo absurdo
e se vai às gargalhadas
enquanto me deixa
descolorida.

Lécia Freitas



segunda-feira, 10 de julho de 2017

AS PEQUENAS CORRUPÇÕES DE TODOS NÓS



            A corrupção é um grande mal e pode-se dizer que está presente em toda sociedade, fazendo parte da vida de todos nós. São perceptíveis os prejuízos que acarreta, sejam políticos, sociais ou econômicos. Atualmente, as constantes notícias sobre a corrupção nas grandes instituições públicas, envolvendo políticos e empresários poderosos, têm levado a população a refletir sobre o assunto e a identificar os diversos tipos de corrupção existentes no dia a dia e suas consequências. Acredita-se, no entanto, que não existe uma medida para corrupção. Quando o indivíduo oferece algo a um funcionário público, no sentido de obter um favorecimento em benefício próprio, configura-se a corrupção. Acredita-se ainda, que atos como os praticados no Governo, nas três esferas: federal, estadual e municipal, em que qualquer objeto, ou  milhões do dinheiro público, ou mesmo centavos, são desviados, não é corrupção: é roubo! E deveria ter, e ser punido, com esta conotação.
            Comumente as pessoas classificam atos como subornar o guarda de trânsito, oferecer um agrado ao funcionário, “colar” nas provas,  de pequenas corrupções devido, provavelmente, ao pequeno valor da moeda de troca, necessária neste tipo de transação, acreditando que não está prejudicando ninguém.  No entanto, esta ideia é falsa e errada!
            Esses comportamentos não deslegitimam a  luta contra a corrupção e não são a origem dos roubos aos cofres públicos, mas também passam por cima do  interesse público e mostram que o problema vai muito além da esfera política . Esses pequenos atos, aparentemente inocentes, e que dão ao  indivíduo uma falsa impressão de inteligência e esperteza, prejudicam o mais próximo como furar filas, mas, no caso do guarda de trânsito e a “cola” no momento da prova, por exemplos,  geram  um efeito que vai , com certeza causar danos muito maiores. O brasileiro acredita que a sua burla ao sistema ou mesmo a grandes empresas, não representa nenhum dado, e que, portanto, não terá consequências  nem prejuízos, e que, por conseguinte, não o afetará nem a ninguém. O que o cidadão comum, na sua ideia de “levar vantagem”, de “dar um jeitinho”, não sabe, não percebe, é que faz parte de uma engrenagem, e que todos os acontecimentos, em todos os aspectos da vida, pública ou mesmo privada, estão ligados e as consequências são equivalentes.
            É preciso, portanto, uma reflexão sobre o assunto e que se pratiquem bons hábitos. Além do dano explícito, práticas como a do “jeitinho” e da “vantagem”,  enfraquecem os princípios éticos, degradam o sentido do público, e dão um exemplo negativo aos mais jovens. A eles deve ser ensinado que, quando de interesse público, normas devem ser obedecidas e preservadas, que deveres devem ser respeitados, que certos comportamentos como os citados demonstram fraqueza de caráter. Sendo, também, uma questão educacional, a orientação e o bom exemplo dos adultos são fundamentais para o extermínio dessa prática tão danosa para a sociedade.


Lécia Freitas

O BRASIL NA LUTA CONTRA A FOME


          

            Observando o mapa apresentado para aporte na figura 1, pode-se  acreditar que o Brasil é um país capaz de ajudar o mundo a combater a fome devido ao território extenso e à grande área de terra cultivável.  Além disso, o país possui recursos hídricos suficientes, que podem ser utilizadas para irrigação,  possibilitando   diversidade de culturas e uma produção de grãos que excede o necessário para o consumo dos brasileiros. De acordo com programa de conhecida rede de televisão, voltado para esse assunto, em áreas impossibilitadas de serem aproveitadas, até então, devido à seca prolongada, hoje com a irrigação está sendo possível a produção de  uma grande variedade de frutas e legumes, gerando renda e qualidade de vida para os moradores dessas regiões mais afastadas dos grandes centros produtores de alimentos e  com uma  agricultura extensiva.
            O emaranhado de fatores em que consiste as políticas públicas, econômica e social do país, impede ou dificulta  a oferta de alimentos  de forma igualitária a todo os brasileiros. Nos últimos anos, o Governo Federal, com o programa Fome Zero, Bolsa-Família e outros, tem tentado amenizar essa situação, sendo que segundos dados noticiados pela mídia, os índices da fome e da miséria têm diminuído. Com isso, há uma melhora significativa da saúde e da educação, da população mais carente, uma vez que os fatores estão interligados.
            Toda essa conjuntura chamou a atenção de outros países que vê no Brasil um modelo a ser seguido na luta contra a erradicação da fome. No entanto, isso foi possível devido às ações do Governo  a  sua determinação em acabar com a miséria no país. Em suas palestras proferidas em diversos países, o ex- Presidente Lula tem falado sobre seu projeto empregado no Brasil, durante o seu governo, e agora, no governo atual da Presidenta Dilma, com o objetivo de erradicar a fome e a miséria. São visíveis as transformações ocorridas na população mais carente do país. O Brasil sempre teve um potencial capaz de obter uma grande produção de alimentos, porém  era mal gerenciado devido às ações políticas dos governos  anteriores. Acredita-se que muito mais ainda pode ser feito, uma vez que o país possui condições e tem um povo empreendedor. Em notícias veiculadas pela mídia é possível perceber que os grandes produtores têm investido em técnicas e aprimoramentos para uma produção cada vez maior de alimentos. É preciso, portanto, investimentos e administração  adequada.
            Infelizmente, as condições climáticas dos últimos anos têm se alterado, trazendo longos períodos de estiagem, ou  chuvas excessivas em outras áreas, o que tem prejudicado bastante a produção de alimentos em todo o país. É comum notícias de que  plantações inteiras foram perdidas por um desses fatores.
            Em razão disso, é fundamental que as políticas ambientais tomem medidas, no sentido de preservar o meio ambiente, principalmente as nascentes e os cursos d’água, além da recuperação de áreas degradadas, e esgotadas pelo uso inadequado de práticas de cultivo, investindo em  técnicas mais apropriadas para cada caso, visando amenizar os efeitos naturais do clima e tentando soluções para a questão ambiental e suas consequências. Torna-se importante investir na educação das novas gerações sobre o trato com a terra e o meio ambiente, criando condições e incentivos para fixar o homem no campo, e assim garantir uma produção de alimentos e qualidade de vida não só aos brasileiros mas também a outros povos.
           
Lécia Freitas



A ÉTICA E OS SELETOS



            As terapias com células-tronco têm gerado polêmica, tanto entre os estudiosos quanto na sociedade em geral por abranger âmbitos que vão além da medicina. O procedimento na obtenção dessas células traz implicações políticas, religiosas, morais e éticas. No Brasil existe uma específica Lei que regulamenta esta prática. O assunto é tão complexo que em vários países é proibido a manipulação e utilização dessas células.
            As terapias com células-tronco abre um caudal de esperança de vida para muitos pacientes. Essas células  podem ser conseguidas por meio do cordão umbilical e placenta. No entanto, este tipo de célula não consegue desenvolver tantos tecidos como as células adquiridas em tecidos clonados.  Daí a necessidade de se fazer clonagem. Casais que não podem ter filhos, se utilizam de meios de fertilização criando embriões, que depois serão implantados no útero de uma mulher, seja a própria doadora dos óvulos ou não. São processos   delicados, dispendiosos e que também suscitam diversas polêmicas sobre sua prática, em diversas questões da vida humana, mas se tornam a cada dia mais corriqueiros devido ao fato de que para muitos é o último recurso,  na tentativa de terem um filho.  O que têm causado as discussões é o fato de que o material biológico utilizado para a clonagem são os embriões congelados excedentes que das fertilizações, que ficam nos laboratórios. E esses embriões são considerados como seres vivos, pelos estudiosos. Segundo a reflexão  da médica psicanalista, pesquisadora em Bioética da Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz e Diretora Executiva da Sociedade de Bioética do Estado do Rio de Janeiro - SB Rio, Prof. Dra. Marlene Braz, a respeito da pertinência da discussão sobre o inicio da vida: "Sem dúvida o embrião é um ser vivo. Não é ainda pessoa, mas já é vivo”.
            Os questionamentos éticos sobre o assunto advêm, também,  dessa afirmativa.  Como acreditar que a esperança de cura para muitos estão acima da vida desses embriões? Esses embriões, no caso clones, são gerados para serem destruídos. Ainda que seja para salvar vidas, será moralmente aceitável salvar vidas, tirando outras? Além disso, há um risco, segundo especialistas, de deformações genéticas, no caso de clones.
             A discussão não se esgota, sendo que a cada argumento surgem  novos  debates. O que se pode imaginar é que, as pessoas que esperam pelo tratamento, na ânsia pela vida, não vão observar os princípios éticos. Mas, sendo um tratamento tão dispendioso, quantos terão acesso? Seria esse, mais um processo de seletividade, acrescentando mais um item na longa lista  da exclusão?

Lécia Freitas

O Whats App e a privacidade

O Whats App hoje é um aplicativo que por suas características está sendo amplamente usado na comunicação por todas as pessoas. É gratuito, já que embutido, prático e pretensamente de confiança. As pessoas comuns que utilizam o zap como é mais conhecido, creem realmente nisso e muitas vezes compartilham confidências acreditando nessa discrição. Porém, o aplicativo é como já foi citado, largamente utilizado pelas suas facilidades e justamente por isso fácil de ser violado, revelando qualquer segredo. Se isso é constrangedor para os cidadãos comuns, é fácil imaginar o que pode ocorrer com assuntos relacionados a empresas, pessoas influentes, etc., que cometam a imprudência de compartilhar intimidades e assuntos importantes.  O usuário  do produto Whats App, em sua grande maioria , é leigo, em se tratando de políticas de privacidade e uso, o que é facilmente comprovado diante dos inúmeros casos de violação de privacidade. Acredita-se que, sendo assim, fica a cargo dos criadores do aplicativo desenvolver funcionalidades de fácil entendimento e usabilidade para que o sistema  seja utilizado de forma adequada por seus consumidores.
            Considera-se de extrema necessidade que toda a política de privacidade e segurança da empresa, no que diz respeito ao aplicativo, seja revista afim de não causar impacto em nenhum dos lados, uma vez que o interesse maior, deve ser da empresa, para não perder usuários por motivo de decepção ou falta de confiança.
             Como citado anteriormente, o usuário na maioria das vezes é leigo, ou acha que não deve se preocupar, pois confia na  empresa. Isso os compromete  a fornecer um produto à altura dessa confiança. Recomenda-se que, ao rever  a política de uso e privacidade, busquem  uma abordagem melhor para a mesm,a e funcionalidades que compactuem com essa realidade.
            Acredita-se, ainda, que devido às características já citadas, principalmente a  praticidade e  com o aprimoramento da segurança o aplicativo deverá permanecer e usufruir da preferência de todos, sendo utilizado não apenas nas conversas informais, mas também na transmissão de informações em grandes negócios e por empresas de renome.
            Para isso é importante que  o aplicativo possua uma segurança capaz de proteger dados pessoais e informações, com funcionalidades que impeçam as ações de visualização e cópia por terceiros e não autorizados. O monitoramento em massa e o repasse de dados dos usuários a quem quer que seja, por mais alta que seja a compensação financeira, é inaceitável.


Lécia Freitas

PROTEÇÃO AO EMPREGO



            De acordo com o gráfico apresentado para aporte, em um mês,  mais de cem mil trabalhadores brasileiros perderam seu emprego,  o  que preocupa toda a sociedade! Numa crise econômica, ou mesmo fora dela nada angustia mais o trabalhador, o pai de família, do que a iminência da perda do emprego. Isso sem falar que o desemprego, ainda que em um setor apenas, adquire um efeito dominó, que leva à desaceleração da economia.
            Por causa disso, foi criado pelo governo federal um programa denominado Programa de Proteção ao Emprego- PPE-  com medidas que visam manter o emprego de milhares de trabalhadores. A diminuição proporcional dos rendimentos ocasionada pela redução da jornada em até 30% será uma das medidas tomadas para aumentar o número de vagas. A complementação da renda se efetuará  com recursos  do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT. A expectativa é de amparar cinquenta mil trabalhadores. Além de proteger o emprego, o programa tem como objetivo economizar, uma vez que o pagamento do seguro-desemprego, a tantos, seria muito maior que o valor empregado nas medidas de conservação do emprego. As empresas que aderiram ao programa devem seguir determinações e um prazo estipulado pelo governo.
            A permanência desses empregos traz benefícios a todo o país, lembrando o efeito dominó, além de manter certo clima de tranquilidade. Considera-se uma medida importante, uma vez que ter um  trabalho para a sobrevivência da família é uma das prerrogativas mais importante para o ser humano. Além disso, os recursos utilizados serão de um Fundo criado para atender o trabalhador. Com essa medida o Governo espera que as empresas continuem  operando, o que é essencial para a economia.
           Ressalta-se que não há registros de tentativas semelhantes, ao que se sabe nunca foi tentado antes, portanto, não se tem nenhuma experiência relacionadas a essas medidas,  nem se as empresas coseguirão manter os empregos, apesar da crise.


 Lécia Freitas

O CONHECIMENTO E O MERCADO DE TRABALHO


           
            De acordo com os estudos realizados, a análise crítica de Castells sobre as hipóteses, desconstrói o negativismo existente nas teorias pós- industrialismo a respeito das oportunidades de trabalho existentes no mercado.  O autor analisa as teorias sobre as mudanças que vão ocorrer nas atividades de trabalho existentes na era informacional, em que é afirmada a diminuição das vagas de emprego oferecidas nas indústrias no setor de produção e o fim do emprego rural. Dessa forma a maior oferta de empregos seria na prestação de serviços, nas sociedades mais avançadas.
            O que se pode observar que a sociedade realmente se transforma devido a chamada “era digital”. A importância de profissões com grande conteúdo de informação e conhecimentos como as administrativas, e técnicas  especializadas crescem, não só no Brasil e há um interesse da população devido às compensações salariais. Não se acredita, no entanto no declínio das atividades rurais. Com o aumento populacional a produção de alimentos também deve aumentar. Embora cada vez mais as novas tecnologias estejam presentes  nesse tipo de atividade, o que requer especialização e conhecimentos,  é necessária uma mão de obra que não pode ser substituída por máquinas. Não se imagina uma produção em massa de alimentos sintéticos. O que se vê nos informativos a respeito é o aprimoramento desses empregos, em que está sendo exigida uma capacitação do empregado. Nesse caso, melhoram as compensações o que tem ocasionado uma qualidade de vida cada vez melhor ao homem do campo, traduzida em aquisição de bens, favorecendo a indústria.  Os  produtores rurais, de pequeno e médio porte, sem grandes perspectivas financeiras vão continuar, apesar de toda a intricada rede de informação e dos prognósticos da teoria, a utilizar a mão de obra humana  em suas atividades. E eles são muitos, não só aqui no Brasil como também em outros países de todas as partes do mundo.
            Mesmo em sociedades mais avançadas como no Japão, em alguns países europeus e outros que emergem, esses diagnósticos devem ser olhados com cautela. Com a globalização o que se tem visto nos noticiários é uma retração da economia, de diversos países, ocasionada por vários fatores, como os acontecimentos ocorridos na China por exemplo. A reestabilização, e consequente avanço, da economia é um processo lento. No Brasil devido a fatores como a forte  crise política, econômica e social, que tem ocasionado uma estagnação em todos os setores, ocorre uma desindustrialização. Contudo, o que se espera, é que haja uma reação tanto do Governo quanto da sociedade, e que o país volte a crescer. Os programas sociais do governo brasileiro têm favorecido às famílias de baixa renda a possibilidade de adquirir bens de consumo pela primeira vez. Isso aquece a indústria e o comércio e garante o mercado de trabalho.
            Acredita-se que de acordo com os avanços das sociedades, as atividades relacionadas ao conhecimento e informação, cada vez mais, irão adquirir importância. A prestação de serviços, também deve se evoluir  numa dinâmica cada vez mais sofisticada, isso nos grandes centros. Mas nem toda a população mundial vive nas grandes cidades.  As cidades de pequeno e médio porte, com suas pequenas indústrias,  não devem ser desconsideradas na sua oferta de empregos. Observando que, devido aos enormes problemas enfrentados pela população no dia a dia das grandes cidades, muitos estão fazendo o caminho de volta.
            De acordo com o texto para aporte e pela argumentação de Castells, no processo de transformação do mercado não desaparece nenhuma categoria importante de serviço. O que ocorre é uma diversidade cada vez maior de atividades e o surgimento de um conjunto de conexões entre as diferentes atividades que torna obsoleta as categorias de emprego. No entanto, essa situação sempre aconteceu ao longo do desenvolvimento da humanidade, em que algumas categorias de emprego foram substituídas por outras, não ocorrendo somente agora com o aumento  das atividades ligadas à informação e à prestação de serviços.


 Lécia Freitas

TÉCNICAS DE RECUPERAÇÃO DE SOLO



            O solo é,  em seu estado natural,  recoberto por uma camada de vegetação que fornece os nutrientes necessários  para a sua conservação e fertilidade. A retirada da cobertura vegetal e a consequente incidência direta da radiação solar sobre a sua superfície podem causar a destruição acelerada da matéria orgânica e dos microrganismos presentes no solo. O mau uso dele  pode ocasionar sérios danos ambientais e econômicos, transformando terras férteis em áreas improdutivas e agredindo seriamente o meio natural. O termo degradação do solo é amplo, mas basicamente diz respeito à destruição do solo.
            Um dos piores fenômenos para a degradação do solo é a erosão. Segundo os estudiosos ela se apresenta em diversas formas, mas seu feito de destruição é sempre o mesmo. Quando o solo é preparado para a agricultura, perde a  vegetação natural, ficando a descoberto. Com a ação dos ventos e das chuvas, a camada superior vai se deteriorando sendo arrastada pelas águas o que forma sulcos, o que em estágios mais avançados impossibilita a aração dos terrenos. Além disso, a terra arrastada pelas enxurradas polui os reservatórios e os cursos d’água colocando em risco a fauna aquática e a vida humana. Além dos prejuízos ao setor agropecuário, a erosão representa sérios riscos ao meio ambiente e aos setores de produção de energia elétrica e captação de água em função do assoreamento, poluição e eutrofização dos corpos hídricos.
            O que se sabe minimamente é que as plantações feitas acompanhando  o declive do terreno é um poderoso aliado na luta contra a erosão. Faixas de retenção, formação de terraços e cordões de contorno são outras formas de plantio em declive que evitam a força destruidora da erosão. A desertificação, o empobrecimento e a contaminação, também são exemplos de degradação do solo, causados pela ação humana. As práticas de manejo inadequadas, uso indiscriminado de agrotóxicos, queimadas e o desmatamento ocasionam todos esses estados.
            As ações a serem empregadas na recuperação dos solos devem ir além dos conceitos técnicos. Acredita-se que é necessário uma educação ambiental sistemática, capaz de  preparar as gerações futuras para o uso adequado do solo, no sentido de considerar as determinações dos técnicos e respeitando a fragilidade do solo.
            Dentre as técnicas estudadas, cita-se a rotação de culturas que pode diminuir o esgotamento do solo. Essa técnica baseia-se  na troca de culturas a cada plantio alterando as espécies  em uma mesma área.  Existe também o sistema integrado de lavoura, pecuária e floresta que agrega diferentes sistemas produtivos, buscando melhorar a fertilidade do solo com técnicas e sistemas de plantio otimizados. O cultivo itinerante ou rotação de culturas é um sistema tradicional, usado durante milênios e no mundo inteiro, sendo, portanto, o que deve ser mais utilizado.
Todas as informações para a elaboração desse texto foram obtidas após análise do estudo do texto referenciado abaixo. Outras informações tratam-se de senso-comum.

GRABOWSKI, Leila. Erosão do solo pela atividade agrícola. 2015. Disponível em:

CONSERVADORISMO DOMINANTE



         

            Vivemos em uma sociedade plural composta por indivíduos que se diferenciam entre si, justamente, pela sua individualidade, mas que se assemelham em essência. As diferenças, surgem naturalmente, e devem acontecer, mas não se pode admitir que  um ser humano se considere superior ao outro.
            Numa sociedade pluralista, existem diversos tipos de grupos que observam o outro, fiscalizando-o e influenciando na tomada de decisões. O objetivo do pluralismo é descentralizar o poder estatal de forma que as decisões não atendam exclusivamente a interesses de um único grupo dominante.
O que uma sociedade pluralista deve ter como princípio, é o reconhecimento dos contrastes e diferenças existentes entre os grupos de forma a atender, dentro de um sistema  democrático, os interesses de quantos for possível, superando conflitos e buscando soluções. Ressalta-se que no pluralismo deve-se observar a tolerâncias às diversas posições e  opiniões sobre, vários aspectos da vida humana e suas implicações. Porém, mais que a tolerância é preciso cultivar o respeito às diversidades, de todo e qualquer caráter, uma vez que tolerância não é e nunca será sinônimo de respeito.
            No Brasil, existe o pluralismo político uma vez que a quantidade de partidos com opiniões contrárias atestam essa afirmativa. Na atualidade, pode-se afirmar que a sociedade também é pluralista devido à existência de grupos sociais diferentes, como os religiosos, os homossexuais, as diversas etnias, os imigrantes, etc. Eles existem, mas dizer que são respeitados é mascarar a realidade. Diariamente, pelos  vários veículos de informação são noticiados violência e crimes cometidos pelos que são contrários  a esses grupos  citados, casos abomináveis de intolerância e desrespeito. Em muito deles, ocorrem mortes de forma trágica e dolorosa causando  horror e tristeza  ao restante da população que repudia e recrimina esses atos. Esse antagonismo tem gerado um clima de insegurança e medo em grande parcela da sociedade que não encontra uma solução para o problema. Na tentativa de evitar conflitos e possíveis ataques, os indivíduos preferem a reclusão e a introversão, em prejuízo das relações pessoais, tão importantes a qualquer ser humano. Com isso pode-se afirmar que embora haja o pluralismo cultural, ele não é respeitado, já que os grupos pertencentes à elite dominante rejeitam e desprezam, violentamente,  as manifestações que não lhe são próprias.
            Diante dessa conjuntura, observa-se que na sociedade brasileira predomina o pensamento conservador,  característico de uma elite tacanha que dominou o país por séculos, explorando os menos favorecidos e se considerando superior em todos os aspectos. No cenário político, ainda que haja o multipartidarismo a situação não se altera, uma vez que os partidos conservadores não aceitam o governo de esquerda que por ora está no poder, legitimamente constituído, criando um clima de instabilidade, política social e econômica, que prejudica a nação e todos os que aqui vivem.  O pluralismo existe, mas não pode se manifestar, correndo o riso de ser apedrejado até a morte, devido a um ódio sem precedentes em todos os espaços públicos. Definitivamente, a nossa sociedade pode ser pluralista, no sentido de heterogeneidade, mas não é moderna e sim, conservadora e retrógrada.

Lécia Freitas 

SOBREVIVÊNCIA




A relação  homem natureza pode ser estabelecida como uma experiência ao longo da história em que a vida humana se atrelou para garantir a permanência na terra. Em algum momento, o homem julgou ser superior e pretendeu um domínio que ele, absolutamente, não possui. Detentor de uma ambição e ganância desmedidas o ser humano se atrelou aos processos do mercado capitalista. Esse mercado exige, em  larga escala, a exploração dos processos da natureza, e de acordo com a conveniência, potencializou a criação do homem na capacidade de produção. Com isso o indivíduo  progrediu em muitos aspectos, mas está perdendo o senso de autopreservação, já que o estreitamento dessa relação está subordinado à sobrevivência.

Lécia Freitas

O BRASILEIRO E O OUTRO



 O brasileiro, por ser uma mistura de etnias distintas traz dentro de si uma diversidade que instiga e confunde. As diferentes narrativas identitárias do individual e da coletividade da alma brasileira trazem as mesmas marcas e características, demonstrando  que  há um consenso sobre quem somos nós. O estereótipo, já consagrado do brasileiro malandro, com certeza  incomoda, uma vez  que não representa a coletividade, porém é uma reação velada ao colonialismo europeu. Com toda a pretensa superioridade do homem branco, o espírito do subjugado foi além. O homem branco veio, matou, roubou, mas não convenceu. Embora sempre se fale nas três etnias, não há nenhuma representação de brasileiro como europeu. Ainda que seja, muitas vezes, depreciativa e caricata,  nos identificamos muito mais com o negro e com o indígena. O europeu é o outro, o vilão.

Lécia Freitas